
A IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo) manifestou, hoje em Berlim, o seu descontentamento relativo a uma nova taxa criada na Alemanha que irá incidir sobre todas as partidas das companhias aéreas que irá significar um “fardo” de mil milhões de euros para todas as empresas que voem para os aeroportos do país.
O novo imposto que será aplicado nos aeroportos alemães é uma iniciativa ambiental, segundo o Governo da Alemanha.
A TAP, que voa para Hamburgo, Frankfurt e Munique, contactada pelo Negócios não quis comentar a matéria.
“Se isto tem uma justificação ambiental, então gostaria de saber quais os investimentos que o Governo irá fazer para minimizar este efeito”, disse Giovani Bisignani, CEO da IATA, hoje, em Berlim, no último dia da Assembleia Geral da associação que reúne mais de 230 companhias aéreas.
O responsável, num encontro com jornalistas, sublinhou que “esta é uma medida errada e que não é assim que diminuímos a pegada ecológica”.
E Bisignani continuou: “esta é uma medida errada, no momento errado, uma vez que a aviação pode ser o catalizador da economia”.
“É claro que o Governo alemão quer reduzir o défice, mas agora resta saber como. Nós não precisamos de subsídios, mas também não precisamos de fardos”, disse Wolfgang Mayrhuber, CEO da Lufthansa, maior companhia aérea alemã.
O CEO da IATA recordou que o Governo holandês avançou com uma medida semelhante que permitia angariar 300 milhões de euros, no entanto isso custou à economia da Holanda 1,2 mil milhões de euros em redução do negócio. O governo holandês acabou por cancelar a taxa.
* Jornalista, em Berlim, a convite da IATA
Fonte:J. de Negocios On line















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